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quarta-feira, 24 de agosto de 2022

Uma quarta-feira qualquer

 É tão interessante como o ordinário perde seu encanto. Hoje, apenas uma quarta-feira qualquer, tem tudo para se perder no calendário. Mas o que esta quarta feira, 24 de agosto de 2022 tem de especial? A resposta é um sonoro nada! É apenas um dia em que achei valer a pena um texto que chamasse a atenção para o ordinário de Deus. Como outras quartas-feiras, as tarefas quotidianas demandaram ida ao mercado, comprar legumes, almoçar, beber café, ir para o trabalho. E muitas pessoas fazem essas mesmas tarefas, apenas não reconhecem a mão de Deus nas coisas ordinárias.

Quando bebemos um gole de café esquecemos do Deus criador, que criou o pé de café; criou o homem dotado de inteligência que cultivou o café, torrou seus grãos, moeu estes grãos torrados, produziu a infusão deste pó e enfim tivemos nosso café de todo dia. Quando comemos um biscoito, um pão, não gastamos tempo aproveitando isso como uma dádiva de Deus, que criou o trigo e deu sabedoria ao homem para que elaborasse receitas para aprimorar o sabor e a textura dos alimentos criados para que do ato de alimentar-se tivéssemos prazer. 

O ordinário revela a providência de Deus. Somos diariamente chamados para nos apresentar diante dele, com o coração grato, e contemplar a sua criação enquanto presentes vindos direto do trono de Deus. Como esquecemos dos lírios do campo, das aves do céu. Esquecemos de que Ele tem o tempo todo controle sobre cada evento do universo, que não há nenhum pedaço do cosmos que não seja dele. É nessa consciência de que o ordinário é especial porque revela o amor de Deus em nosso dia a dia que podemos nos consolar e recorrer nos momentos de sofrimento a Ele. 

Lembrar de Deus no ordinário é o que nos treina para sempre reconhecer seu cuidado.

quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Uma nova fase

Nunca imaginei que o trabalho de manter um blog pudesse demandar criatividade e tempo. Tempo creio que vem com a maturidade de aceitar o ritmo da vida e as possibilidades que a vida adulta permitir. Criatividade demanda conhecimento (o que andei buscando nos últimos anos) para que possa acontecer. Por isso vejo este blog como uma nova fase. Uma fase mais solta, menos preocupada com escrever para agradar a todos e mais próxima da visão inicial de refletir sobre o evangelho no dia a dia e nos temas que passam ao meu redor e que despertam uma necessidade de aflorar e tornar pública a viagem. Ir e pregar.

Descobri que é no movimento da luta pela minha fé em um mundo secularizado que a pregação acontece. A vida é nosso grande púlpito, palco de uma pregação sem palavras (em muitos momentos) que é lida e assistida por todos que nos vigiam: o vizinho, o balconista da padaria, o colega de trabalho, o porteiro, o zelador, o professor. Nunca a percepção de que somos a bíblia que muitos lêem foi tão forte quanto nos últimos dois anos. Em meio a uma doença que afetou a saúde física, emocional e econômica de muitos, a maneira como lidamos com as sequelas do SARS-COV-2 foi a maior pregação dos crente em Jesus Cristo.

É a partir disso que essa nova fase surge. Ir e pregar é o que nossa vida deve fazer. Estar disposto a abraçar um desconhecido que espera apenas que você o escute por uns poucos minutos e manifestar neste ato o amor de Deus para ele, que pensava em tirar a própria vida e que no abraço do desconhecido encontra uma semente de esperança para continuar tentando. No lanche que você para e compra para um desconhecido e deixa que ele lhe conte a sua história, que você pode nem acreditar, mas que pode fazer diferença pra ele. Naquele telefonema, que você não tinha a menor vontade de fazer, mas que chega até alguém como um renovo. Tudo isso é ir e pregar. 

Quando pensei em começar a escrever, a ideia nunca tinha sido a de produzir estudos bíblicos, mas este era o território mais confortável. Versículos e reflexões pareciam ser o caminho natural a se seguir... acho que isso foi o que me afastou de compartilhar o que havia inicialmente em meu coração. Mas eis que chega uma nova fase: um novo ir e pregar. Que Deus me mova para ir e me coloque as palavras na boca (ou nos dedos) para pregar.

domingo, 23 de agosto de 2020

Menos pedras, mais acolhimento

    Certa vez, uma mulher foi pega em adultério. Logo as pessoas pegaram em pedras para a apedrejarem. Mas a oportunidade era muito boa, ele podiam apedrejar dois. Levaram a mulher até o segundo alvo e armaram a armadilha:

 1 Jesus, entretanto, foi para o monte das Oliveiras.
 2 De madrugada, voltou novamente para o templo, e todo o povo ia ter com ele; e, assentado, os ensinava.
 3 Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério e, fazendo-a ficar de pé no meio de todos, 4 disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério. 5 E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes? 6 Isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo. 7 Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra. 8 E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão.
 9 Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava.
 10 Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?
 11 Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais. (Jo 8.1-11).

    Hoje, a internet nos dá essa mesma oportunidade o tempo todo. A todo instante alguém é apresentado para ser apedrejado. E muitas vezes nos encontramos em meio a turma, com pedras na mão, e ensurdecidos, incapazes de ouvir a voz do Mestre, disparamos as nossas pedras. Em alguns momentos, estamos mais inclinados a ouvir aquela voz, que não se esforça para sobrepujar o som do populacho, mas que mansamente, e ciente das armadilhas humanas nos exorta: "aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra", estaríamos mais perto de andar com Ele e te-lo como Mestre. Vivemos em um mundo polêmico e com pressa em condenar. O maior problema é que cristão não se comportam de forma tão diferente. Somos apressados em encontrar pessoas para serem apedrejados, e não economizamos nossas pedras. Nossa atitude deveria ser mais como a de Cristo e menos como o da turba.

    Perceba que Jesus passara a noite em oração no monte das oliveiras. A mulher foi "capturada" durante a noite e trazida logo pela manha para o Templo. A atitude de Cristo, foi de inclinar-se e esperar (rabiscando no chão) que todos falassem. Esperou que insistissem para que ele desse uma resposta. E a resposta, branda, para desviar o furor da turba, foi reconhecer que ela havia pecado, e que o lei de Moisés dizia aquilo mesmo, então, aquele que estivesse limpo de pecado fosse o primeiro a atirar pedra. Jesus não inocentou a mulher. Não acusou os apedrejadores. Entregou estes à sua consciência e à mulher, por uma fração de tempo, deixou-a sentindo o preço do pecado, até aliviá-la: Onde estão seus acusadores? E, naquele momento, a liberou do peso do pecado dela. E ainda assim a exortou: vá e não peques mais. sem pedradas.

    Essa deve ser nossa atitude. Ser mais acolhedores, sábios, brandos e dispostos a abordar questões moralmente complexas com a atitude de Cristo e não com a atitude dos apedrejadores. Estejamos mais abertos a acolher mais e repreender amorosamente do que arrastar alguém para a entrada do Templo em busca de um linchamento virtual.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

A Vontade de Deus...


... Será que estamos preparados para ela?

                No meio cristão muito se fala sobre a vontade de Deus para nossas vidas; sobre como queremos realizar a vontade de Deus para nós; sobre como queremos fazer, não a nossa vontade, mas a vontade Dele. Será que realmente estamos preparados para isso? Estamos prontos a conformar nossa vontade e alinhá-la ao que diz a Palavra de Deus? E não falo apenas de resistir às tentações ou de nos afastarmos do pecado. Seguir a Cristo vai muito além disso. O pecado foi vencido por ele na cruz e não será dele que virão nossas tentações, quanto à vontade do Pai o assunto é muito mais complicado. Meditemos nas seguintes situações:
Mt 8.18 Vendo Jesus muita gente ao seu redor, ordenou que passassem para a outra margem. 19 Então, aproximando-se dele um escriba, disse-lhe: Mestre, seguir-te-ei para onde quer que fores. 20 Mas Jesus lhe respondeu: As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem nem sequer onde reclinar a cabeça. 21 E outro dos discípulos lhe disse: Senhor, permite-me ir primeiro sepultar meu pai. 22 Replicou-lhe, porém, Jesus: Segue-me, e deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos.
Mt 14.27 Mas Jesus imediatamente lhes disse: Tende bom ânimo! Sou eu. Não Temais! 28 Respondendo-lhe Pedro, disse: Se és tu, Senhor manda-me ir ter contigo, por sobre as águas. 29 E ele disse: Vem! E Pedro, descendo do barco, andou por sobre as águas e foi ter com Jesus.

                Estamos prontos para não termos onde dormir? Estamos prontos para abrirmos mão de nossas seguranças? Estamos prontos para nos distanciarmos de nossas famílias ao ponto de sermos acusados de os termos trocados por Cristo? Estamos prontos para descermos do barco e nos laçarmos às águas sob o comando: Vem?
             
             É muito comum cristão declararem que querem a vontade de Deus para suas vidas, apenas com a ideia de que a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável. Mas será assim mesmo a vontade de Deus? Vejamos esse versículo:

Rm 12:2 E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação  da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.

Não parece ser bem o que o apóstolo Paulo estava destacando. Perceba que Paulo fala sobre a renovação da mente como caminho para experimentar “qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus”. O início é uma renovação da mente, e só então irei passar a contemplar a vontade de Deus como sendo boa, agradável e perfeita. Sem renovar a mente não serei capaz de me conformar com a vontade de Deus, muito menos de considerá-la boa, agradável e perfeita. Logo, querer ver a vontade de Deus realizada em nossas vidas, não quer dizer que seremos agraciados com uma vida perfeita segundo os nossos valores e padrões. Querer a vontade de Deus para nossas vidas, talvez nos traga uma sensação de morrer para nós mesmo, de não realizamos mais as nossas vontades e não mais avaliar o mundo segundo nossos valores e padrões.

                Como deveria ser então essa nova mente capaz de achar que a vontade de Deus boa, agradável e perfeita a despeito do que minha mente humana considera como sendo boa, agradável e perfeita? Essa mente deve aproximar-se da mente de Cristo (1Co 2.16) para que possamos crer nisso. Cristo, ciente de seu sofrimento, ciente do que haveria de passar, orando no Getsémani (Mt 26.39) assim o fez; abdicou de sua vontade (ainda que tendo manifestado o que pensava) para fazer a vontade do Pai. Essa mente que vê além dos prazeres e sofrimentos humanos, que contempla a glória do Pai e não sua própria, que se oferece liberalmente para ser instrumento dos desígnios divinos, é que pode contemplar a vontade do Pai como boa, agradável e perfeita – independente das consequências pessoais. É esse o caminho que a renovação da nossa mente deve trilhar, até poder afirmar, como Paulo, “não vivo mais eu, mas Cristo vive em mim” (Gl 2.20).

                Nitidamente, ao homem é impossível fazer isso. Apenas com o auxílio do Espírito Santo é que podemos vencer a natureza adamica para que possamos fazer a vontade do Pai. Nossa carne pende pra morte (Rm 7.18; 8.5-9; Gl 5.19-21; 6.8; Cl 2.13). No entanto, o Espírito de Deus nos vivifica (2Co 3.6), é nosso auxiliador (Jo 14.16,26; 15.26; 16.7) e é capaz de manifestar amor, gozo, paz, langanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio em nossas vidas (Gl 5.22,23). Somente a comunhão com o Espírito Santo e com a Palavra é que pode nos aproximar da mente de Crsito ao ponto de podermos enchergar em qualquer cisrcunstância que a vontade de Deus é boa, agradável e perfeita. Somente através da fé e da aceitação de que tudo coopera para o bem dos que amam a Deus (Rm 8.28) e de que Deus é o Senhor de nossas vidas é que podemos submeter nossas concepções, ideias e pensamentos ao ponto de reconhecermos o cumprimento da vontade de Deus em nossas vidas como algo bom.

                Dessa forma, quando buscamos o cumprimento da vontade de Deus em nossas vidas, precisamos estar dispostos a mortificarmos nossa vontade a cada dia, para que o caráter de Cristo cresça em nós e manifeste a capacidade de, abdicando dos nossos anseios, realizar os desígnios de Deus em nossas vidas. Só através do reconhecimento de que Deus é fonte de tudo que é bom (Tg 1.17) é que se pode aceitar o seu senhorio e estar disponível para realizar sua vontade. Baseados em nossa natureza humana e na força de nossos “braços”, não seremos de viver a vontade de Deus; poderemos, no máximo, criar uma aparência de submissão e de sujeição ao Senhorio de Cristo em nossas vidas.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Aquele que não trabalha...

Não obstante, aquele que não trabalha,
mas crê naquele que justifica o ímpio,
a sua fé lhe é imputada como justiça.
Romanos 4:5
A Graça de Deus sempre me surpreende. Não é surpreendente que algo assim se encontra na bíblia, como diria Spurgeon[1]? Estamos tão acostumados às regras impostas pelas culturas religiosas que nos surpreendemos com uma verdade crua e simples como esta. Paulo insiste nesse ponto – a salvação pela graça – em diversos pontos de suas epístolas[2]. E muitos cristãos insistem que são o bom proceder que garantem a salvação.  Não que as boas obras sejam inúteis (1Co 15.10), mas não são elas que salvam.
As boas obras receberão galardão do pai celestial (Mt 10.41-42; Mc 9.41; Lc 6.35; 1Co 3.8; Cl 3.24), mas as obras da lei, o bem feito como justificativa própria, na presença de todos, essas recebem galardão segundo a dívida (Rm 4.4) e no mesmo momento em que fizeram tais obras (Mt 6.1; 6.2; 6.5; 6.16). Cobrar a perfeição de pessoas imperfeitas é negligenciar a própria imperfeição. João nos alerta sobre isso (1 Jo 1.8-10).
Muitas vezes tentamos criar os nossos próprios alertas. Alertas que nos separam dos outros e que nos tornam mais puros aos nossos próprios olhos enquanto tornam menos puros aos que olhamos. E isso não é cristianismo! Não podemos ser acusadores, negar nossas falhas, e atirar sobre os outros pesos que não podemos carregar – isso seria manter ativo o fermento dos fariseus.
Somos chamados para uma obra de amor, de alegria, de paz, de firmeza de ânimo, de clemência, de bondade, de fidelidade, de mansidão e de domínio próprio (Gl 5.22-23). Esse é o fruto do Espírito que habita em nós por meio da graça de Deus manifestada em Cristo e que opera nos filhos de Deus. Somos chamados a ir e pregar o evangelho a toda criatura – avisá-las de Deus mandou seu filho para nos salvar (Jo 3:16) e que ele veio para evangelizar os pobres, proclamar libertação aos cativos, restaurar vista aos cegos, por em liberdade os oprimidos e apregoar o ano aceitável do Senhor (Lc 4.17-21). Façamos a boa obra da graça, e não a obra da lei.



[2] Romanos (3.24; 4.4-5; 4.16; 5.15; 5.17-18; 5.20-21; 11.6) Efésios (2.5; 2.8; 4.7) 2Ts 2.16; Tt 3:7 ;2Tm 1.9;

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

O amor abundante de Deus

Porque Deus amou o mundo 
de tal maneira 
que deu o seu Filho unigênito, 
para que todo aquele que nele crê 
não pereça, mas tenha a vida eterna. 
(Jo 3:16)



Uma das maiores dificuldades dos cristãos atuais é entender essa realidade. Vejamos o texto:

Porque Deus amou o mundo. Jesus não foi dado por amor a igreja, ela nem existia. Foi a vinda do noivo que criou a noiva. Jesus veio para morrer pelos pecados do mundo: Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele (v. 17). Ora, se esse era o plano para a vinda do Filho de Deus, porque a igreja passou a tratar o mundo como se ela fosse a detentora da graça salvadora?

Operando eu, quem impedirá?

Is 43:11-13
(11)  Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há salvador.
(12)  Eu anunciei, e eu salvei, e eu o mostrei; e deus estranho não houve entre vós;                               portanto vós sois as minhas testemunhas, diz o Senhor.
(13)  Eu sou Deus; também de hoje em diante, eu o sou; e ninguém há que possa fazer                         escapar das minhas mãos; operando eu, quem impedirá?

Essa é a primeira etapa do que ocorre com a vinda de Cristo: A certeza da soberania de Deus. Isso implica que, uma vez que Deus opera algo, nada pode impedir que o objetivo dele se cumpra. Assim, ao juntarmos Jo 3:16 com o trecho de Isaías, podemos dizer que o objetivo da vinda precisa, necessariamente, ter sido alcançado. Retomando o ponto inicial do Blog: A fé, que é dom de Deus, nos faz crer em Cristo como filho de Deus e essa crença faz com que não pereçamos, mas com que herdemos a vida eterna. Se não fosse assim, a operação de Deus - dar seu filho - teria sido impedida por algo ou alguém.

Amou o mundo

Deus poderia ter dado Jesus por qualquer motivo, mas o fez por amor ao mundo. Note que foi por amor da igreja, dos filhos de Deus, dos que criam em Deus... foi por amor ao mundo. Em Jo 3:16 a palavra grega usada para expressar mundo é kosmos e tem um sentido de todo o mundo que conhecemos. Podemos dizer que Deus amou a criação e foi para redimir sua obra que Cristo veio. Para que a operação de criar o mundo e o homem pudesse cumpri-se conforme o plano original, não é a toa que Jesus figura como o segundo Adão (1 Co 15:45), sendo espírito vivificante. Por meio desse último Adão é que a igreja se torna noiva e tem a Cristo como cabeça. Mas não foi pela igreja que Cristo morreu.

Amar a Deus sobre todas as coisas e a teu próximo como a si mesmo.

Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas (Mt 22: 36-40). Ora, se o Velho Testamento, tido como dominado por uma Lei que oferecia condenações o tempo todo, pode ser resumido em Amar (a Deus, a si mesmo e ao próximo) como a igreja, que surge após a vinda do Noivo - que vem para salvar o "kosmos" - pode insistir em ser instrumento de condenação para os que não seguem suas regras? 

Não faria mais sentido que a igreja fosse como o Cabeça - que deveria ser Cristo, mas que em muitos casos é substituido por um humano desejoso de ser papa - e buscasse continuar a obra redentora? Oferecer ao mundo uma crença em Jesus e não um comportamento a ser seguido para que o outro seja aceito na comunidade. Ao perder o contato com a graça - essa obra redentora de Deus, que tirou o pecado do mundo (Jo 1:29) - a igreja se desconecta do cabeça, que é Cristo e passa a legislar em causa própria, criando dogmas e leis que buscam condenar comportamentos que ela não pode lidar.

Seria incoerente apenas condenar a igreja sem que a graça fosse aplicada. Na maioria das vezes, os atuais líderes religiosos não absorveram essa realidade espiritual e por isso não conseguem compartilhar isso. Além disso, os caminhos que a graça nos leva a percorrer são assustadores para a estrutura secular da igreja. Essa estrutura, que não será esmiuçada agora, encarcera líderes e histórias e poderiam ser consideradas cadeias invisíveis que forçam a fé dos membros por caminhos previamente estabelecidos. Esse fato, quase 500 anos após as 95 teses de Martinho Lutero, é preocupante pois parece sinalizar que o desvio da igreja que levou à reforma protestante não morreu, mas multiplicou-se por infinitas instituições que buscam representar individualmente a realidade medieval do papado. Portanto, esta reflexão breve sobre as igrejas deve ser entendida como uma reflexão que busca realinhar os caminhos das instituições com O CAMINHO, que é Cristo.

A Graça 

Como cristãos, devemos nos dedicar a moldar o carater de Cristo em nós e não impor aos outros. Cristo propagou seu evangelho sendo, vivendo, agindo muito mais do que falando, obrigando e condenando. Essa é a nossa missão: pregar a boa nova a toda a criatura. E a boa nova é que Cristo veio, tirou o pecado do mundo(Jo 1:29), nos deu a paz (Jo 14:27),  restaurou vista aos cegos, trouxe libertação aos cativos, curou os enfermos (Lc 4:18). E a graça se manifesta em que aquele que crer que Jesus veio em carne para realizar definitivamente a redenção planejada por Deus, enquanto ainda não eramos igreja.

domingo, 11 de setembro de 2011

Os filhos e seu Pai

 

Luc 15:11-32 ARC1995 ¶ E disse: Um certo homem tinha dois filhos. (12) E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte da fazenda que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda. (13) E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua e ali desperdiçou a sua fazenda, vivendo dissolutamente. (14) E, havendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidades. (15) E foi e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos. (16) E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava nada. (17) E, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! (18) Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti. (19) Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus trabalhadores. (20) E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão, e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço, e o beijou. (21) E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti e já não sou digno de ser chamado teu filho. (22) Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, e vestí-lha, e ponde-lhe um anel na mão e sandálias nos pés, (23) e trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos e alegremo-nos, (24) porque este meu filho estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado. E começaram a alegrar-se. (25) E o seu filho mais velho estava no campo; e, quando veio e chegou perto de casa, ouviu a música e as danças. (26) E, chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo. (27) E ele lhe disse: Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo. (28) Mas ele se indignou e não queria entrar. E, saindo o pai, instava com ele. (29) Mas, respondendo ele, disse ao pai: Eis que te sirvo tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos. (30) Vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou a tua fazenda com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado. (31) E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas. (32) Mas era justo alegrarmo-nos e regozijarmo-nos, porque este teu irmão estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado.

 

Outra das passagens mais conhecidas da bíblia, a parábola do filho pródigo guarda uma infinidade de ensinos. Um dos quais é o amor de um pai por seus filhos, que cada um a seu modo, não investiram em conhecer o Pai e em relacionar-se com ele. Vamos viajar um pouco nesta parábola e refletir sobre nossos julgamentos sobre as pessoas.

É comum que cristãos, bem intencionados, condenem apressadamente o filho mais novo e absolvam o mais velho. É muito mais fácil dizer que aquele que ficou em casa é muito melhor do que o que gastou a herança na vida. Mas já paramos para imaginar que nenhum dos dois deu valor a herança que receberam. Ora, se o pai repartiu os bens, cada um recebeu a sua parte. Se cada um recebeu a sua parte, porque o mais velho nunca fez seu “churrasco” com os amigos? E depois acusou o pai de nunca ter “lhe dado um cabrito” para se alegrar com seus amigos (e porque ele não pegou um dos cabritos da sua herança?). Um não valorizou a herança que recebera por banalizá-la, o outro por idolatrá-la.

O mais novo, apressou-se em matar o pai... calma... é que pra receber uma herança o pai tinha que ter morrido. Mas o mais velho nunca viu o pai vivo. Para ambos o pai era uma figura que estava lá, mas que eles nem sabiam pra que servia. Um serviu ao pai como se fosse necessário seu sofrimento para se tornar digno do amor que o pai já tinha por ele e que ele não se sentia livre para usufruir. O outro consciente desse amor não se importava em valorizá-lo. Para ambos o pai era “irrelacionável”, como a fotografia de um ente querido que já faleceu.

Quando a vida se reajusta e os filhos se re-encontram com o pai, esses conflitos se tornam mais claros. O filho mais novo, após dilapidar sua herança, lembra do amor do pai e volta; o mais velho, que não entende nada sobre o amor que o pai sente por seus dois filhos, se confronta com a realidade que sempre foi amado e que nunca desfrutou desse amor.

Se formos sinceros, não com os outros mas conosco, nos veremos como um dos dois filhos. Ou descobrimos o amor que o Pai tem por nós e negligenciamos o relacionamento, ou desconhecemos o seu amor e não nos relacionamos com ele como ele espera que façamos. O que temos feito com a herança que já recebemos de nosso pai celestial? Estamos desperdiçando? Ou estamos deixando que fique com ele para não nos sentirmos como se estivéssemos roubando dele?

 

Conhecer mais de Deus nos coloca na posição certa que devemos ocupar para melhor investir a herança que Deus colocou a nossa disposição.

 

sob tuas asas

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Pai das Luzes

 

Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação.

(Tiago 1:17)

 

Depois de postar para os maridos manterem a presença de Deus em seu lar, agora no dia dos pais gostaria de chamar atenção de todos os filhos de Deus para o Pai das luzes, nosso pai celestial.

Sempre nos lembramos de Deus quando estamos em apuros, aflitos, tristes ou sem esperança. Mas levando em conta as palavras de Tiago, que nos lembra que “toda boa dádiva e todo dom perfeito vem do alto”. Precisamos nos manter atentos para sempre louvar a Deus por nossas conquistas, e por todas as coisas boas que acontecem pela vida a fora.

Perdemos tanto tempo nos queixando, nos lamentando pelo que não somos ou não temos que esquecemos que uma bela manhã de sol, ou uma água de coco bem geladinha num dia quente e seco são presentes de Deus. A cultura moderna faz com que aceitemos como presentes de Deus apenas GRANDES coisas materiais ou sentimentos felizes e intensos. Hoje, ser cristão, ou seja, um filho de Deus, é assumir uma posição de contra-cultura. Rever nossos conceitos e realinhá-los com base na Bíblia deve ser a nossa resposta ao mundo.

O Pai das Luzes sempre tem boas dádivas pra nos dar. Precisamos aprender a observar tudo de bom que há ao nosso redor; desde a sensação de pisar em folhas secas, ou mesmo contemplar o sol se pondo até… bom até coisas que você possa lembrar de bom que tenha acontecido com você. Criar o hábito de louvar a Deus e de reconhecer a todo instantes suas bençãos é “adorar em espírito e em verdade”.

 

Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem.

(João 4:23)

sábado, 6 de agosto de 2011

Um toque para os maridos

 

Salmo 128

1 Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos. 2 Comerás do trabalho das tuas mãos;feliz serás, e te irá bem. 3 A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos como plantas de oliveira à roda da tua mesa. 4 Assim é abençoado o homem que teme ao Senhor. 5 O Senhor te abençoe de Sião todos os dias de tua vida, para que vejas a prosperidade de Jerusalém, 6 e vivas para ver os filhos de teus filhos. Paz seja sobre Israel.

 

Eu ainda nem pensava em casamento quando um líder de jovens pregou sobre este texto em uma reunião. Até hoje, fico impressionado com a profundidade deste salmo. “Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos.” O texto já começa identificando, não apenas a quem se destina, mas também como Deus lida com seus homens. Quer ser um “Maridão”, tema ao Senhor e ande em seus caminhos.

Temer ao Senhor é a chave para muitas coisas na vida cristã. Se assumirmos essa atitude perante Deus encontraremos sabedoria (Pv 9:10), teremos vida longa (Pv 10:27), entre outras promessas que podemos explorar noutra ocasião. Agora falaremos das promessas que temer ao Senhor traz para o homem casado, pois este é tema central desse texto. A primeira dessas promessas é que comeremos do trabalho de nossas mãos. Isto quer dizer que se tememos ao Senhor, não precisamos nos preocupar com nosso sustento. Temer ao Senhor nos garante o direito de ganharmos dinheiro suficiente para não vivermos pedindo dinheiro emprestado e nem passarmos fome (não apenas fome mas não termos nenhuma necessidade que não seja suprida por Deus).

Escolher nosso “trabalho” já é uma forma de nos submetermos a vontade de Deus. Quanto mais nos dedicarmos a buscar de Deus, o que ele espera de nós, mas alinhados estaremos com sua vontade e mais perfeito será o cumprimento dessa promessa. Como o temor do Senhor odeia o mal (Pv 8:13), qualquer trabalho que o obrigue a mentir, trapacear, enganar... provavelmente não veio de Deus e pode ser um dos motivos do não cumprimento dessa promessa em sua vida. Se esse é o seu caso, ore a Deus para que abra uma nova porta de emprego para você.

Mas ainda temos mais, pois além do sustento “tudo irá bem” e “será feliz” para o homem que teme ao Senhor. A família desse homem será prospera e abençoada; a mulher como videira frutífera, os filhos crescerão como os brotos da oliveira e estarão sempre presentes em sua casa. A unidade da família e a alegria no lar, responsabilidade do cabeça da família, virá naturalmente se o homem ocupar o seu lugar em Deus e, sempre, se lembrar de manter Deus como pedra fundamental de sua família.

 

Maridos, mantenham a presença de Deus em seu lar!

domingo, 31 de julho de 2011

Bem aventurado!

Sl 1:1   Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
Sl 1:2  Antes, tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.
Sl 1:3  Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não caem, e tudo quanto fizer prosperará.
Sl 1:4   Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha.
Sl 1:5  Pelo que os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos.
Sl 1:6  Porque o SENHOR conhece o caminho dos justos; mas o caminho dos ímpios perecerá.


Um dos mais conhecidos trechos dos evangelhos talvez seja o sermão da montanha. Nesse trecho Jesus apresenta uma série de bem-aventuranças.  Bem-aventurado significa “feliz, afortunado, ditoso”, mas não apenas no aspecto emocional da expressão, mas como um bem estar divinamente concedido para quem desenvolve as características apresentadas por Jesus: humildade de espírito, mansidão, fome e sede de justiça, permitir-se chorar, exercer misericórdia, ser limpo de coração, ser disposto a pacificar (Mt 5:3-11).

Esse tipo de alegria (presente nas bem-aventuranças) não é uma concessão mística aos afortunados que viveram na época de Cristo e puderam ouví-lo ensinar a respeito delas. Muito antes do sermão do monte, o salmista que compôs o salmo 1, expressa como obter esta felicidade.

Quem não anda no conselho dos ímpios não fica associado as más obras desse tipo de conselheiro e dessa forma evita encrencas. Essa pessoa evita se deter no caminho dos pecadores. Mesmo que ela erre, não se apega a vida de coisas associadas ao pecado (que ja vimos que são ações que não provém da fé – Rm 14:23). Ora, quem não se apega as condições de vida que não se alinham com a sua fé, não sofre com dramas morais e assim alcaçam paz.

Quem encontra o seu prazer em conviver com as palavras de Deus, tem comunhão constante com o Verbo que se fez carne. Quem assim procede está em Cristo (aleluia, é uma nova criatura) e passa a ter a paz que Cristo nos dá (que é diferente da paz do mundo, é uma paz emocional e espiritual, verdadeira – Jo 14:27). Quem segue o que Cristo nos ensina, entendendo o amor de Deus por ele, recebe o cumprimento da promessa de comer o melhor dessa terra (Is 1:19). Ora comendo o melhor da terra e com a paz que transcende todo entendimento, facilmente nos setiremos como “árvores plantadas junto a correntes de águas, que no devido tempo, dá seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido”.

O salmista já havia declarado aos judeus como ser bem sucedido em tudo, Jesus, ao ensinar sobre as bem-aventuranças, estava clareando o que significava meditar na lei com prazer. O simples fato de ler a bíblia e ficar repetindo os seus versículos não é a chave do sucesso bíblico. Manifestar os frutos do espírito (Gl 5:22-23) é a chave do sucesso humano. Uma pessoa que manifesta amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio, é uma pessoa que se enche de amigos. É alguém que vive sem ter raiva de ninguém, sem se irritar por muito tempo, que prefere evitar as brigas e vive em paz. É alguém que deixa que a Palavra viva de Deus trabalhe em seu interior. E o seu lugar, seja qual for, é um lugar com descanso e cuidado providenciados por Deus.



Encontre prazer na palavra de Deus.








quinta-feira, 28 de julho de 2011

O Poder de se tornar um Filho de Deus.

“Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder se tornarem filhos de Deus; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus.” (Jo 1:12,13)

Você é filho de Deus? Gostaria de se tornar um?
Fazer parte da família de Deus é uma das coisas mais simples que existem, basta-nos receber Jesus Cristo como nosso Senhor e suficiente salvador, por meio da fé (Ef 2:4-9). “Todos quantos o receberam”; a marca dos que recebem a Cristo é crer em seu nome. Isso significa que todos os que acreditam que Cristo veio em carne a esse mundo, que ele realmente existiu e que morreu crucificado, sem culpa nenhuma, sem pecado, e com seu sacrifício voluntário nos comprou de volta para Deus (At 20:28; 1 Co 6:20; 1 Co 7:23; Ap 5:9,10), a esses foi dado o poder de se tornarem filhos de Deus.
Se você ainda não faz parte dos filhos de Deus, declare em voz audível (não apenas leia o trecho a segui, leia de modo que saia som de seus lábios):


Eu aceito Jesus Cristo como meu Senhor e como único e suficiente salvador. Eu confesso o senhorio de Cristo sobre a minha vida, pois creio que ele veio em carne a este mundo, creio que ele é o filho de Deus que morreu para que eu tivesse a vida eterna e para que meus pecados fossem perdoados. E creio que a partir de agora meu nome está escrito no livro da vida e que Cristo habita em mim, por meio do Espírito Santo.


Agora, tenha certeza de que você faz parte da família de Deus e que tudo o que Deus preparou para os seus filhos também é para você. Não apenas a salvação do seu espírito, mas todas as promessas de Deus para sua vida.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Tribulações não vem de Deus

Muitos cristãos sofrem por não conhecerem o que a palavra nos ensina sobre Deus. Uma das coisas que os cristão aceitam de forma passiva é o passar por tribulações, como se a tribulação fosse dada por Deus. É importante lermos a Bíblia e aprendermos que Deus é um Deus de paz, logo não pode ser ele o autor de algo que nos roube a paz. Se Deus fizesse isso, estaria lutando contra si mesmo.
Muitos versículos, tanto no velho quanto no novo testamentos, nos revelam que Deus é um Deus de paz. Vejamos alguns desses versículos:
Lv 26:6 Estabelecerei paz na terra; deitar-vos-eis, e não haverá quem espante; farei cessar os animais nocivos da terra, e pela vossa terra não passará espada.
Jó 25:2 A Deus pertence o domínio e o poder; ele faz reinar a paz nas alturas celestes.
Is 9:6 Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.
Mt 5:9 Bem aventurados os Pacificadores, porque serão chamados Filhos de Deus.
Lc 10:5 Ao entrardes numa casa, dizei, antes de tudo: Paz seja nesta casa.
Jo 14:27 Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.
Esses versículos deixam claro que Deus é um Deus de Paz. Eles expressam com clareza que confusão não faz parte da natureza de Deus. Vejamos agora alguns versículos que mostram que as tribulações não vem de Deus:
Sl 9:9 O Senhor é também alto refúgio para o oprimido, refúgio nas horas de tribulação.
Sl 32:7 Tu és o meu esconderijo; tu me preservas da tribulação e me cercas de alegres cantos de livramento.
Sl 46:1 Deus é nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações.
2 Co 1:4 É ele (Deus Pai vs 3) que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus.
Ora, se Deus é um Deus de paz e é nosso socorro bem presente nas tribulações, como podemos supor que Deus nos faz passar por tribulações? Quando a Bíblia fala que somos destruidos porque nos falta conhecimento (Os 4:6) ela nos está alertanto de que se não conhecemos quem é nosso Deus nem o que ela nos revela sobre nossa nova identidade em Cristo ficamos a mercê do mundo e por isso temos aflições. Se permanecermos em Cristo e em comunhão constante com sua Palavra, saberemos as coisas que precisamos saber para termos paz.

Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.  (Jo 16:33)

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Porque pregar?

1No princípio era o Verbo,
e o Verbo estava com Deus,
e o Verbo era Deus

2 Ele estava no princípio com Deus. 
3 Todas as coisas foram feitas por intermédio dele 
e sem ele nada do que foi feito se fez. 
4 A vida estava nele e a vida era a luz dos homens. 
5 A luz resplandece nas trevas, 
e as trevas não prevaleceram contra ela. 

(Evangelho segundo João, capítulo 1, versos de 1 a 5)

Nesse trecho, podemos observar que Jesus, o Verbo, estava com Deus e era Deus. Por meio do Verbo, da Palavra, de Jesus é que tudo foi feito. A própria vida de Deus estava nele e ele era a luz dos homens que prevaleceu sobre as trevas. A Palavra é Jesus. Pregar a Palavra é divulgar a própria vida de Deus que prevalece sobre as trevas e é capaz de fazer tudo o que Deus quer. A Palavra, O Verbo e Jesus, são as mesmas pessoas (Jo 1:14; 1 Jo 1:1-2; 1 Jo 5:7; Ap 19:13), por isso quando espalhamos a mensagem do evangelho de Cristo, estamos disseminando Jesus entre os homens e expandindo o reino de Deus na Terra.


Além disso ao pregarmos a Palavra de Deus, trazemos proteção ao povo de Deus, uma vez que a falta de conhecimento da palavra de Deus nos torna indefesos e nos leva a destruição (Os 4:6a; Ef 6:13). Proteger nossos irmãos é um ato de amor - e isso manifesta o caráter de Deus em nossas vidas (1 Jo 4:16). A grande comissão - ir e pregar o evangelho a toda criatura - é uma extensão do mandamento de amar ao próximo como a si mesmo (Mc 13:33). É o conhecimento da palavra que possibilita a eficácia das armas de Deus.


Não adianta nada repetirmos várias vezes por dia o trecho bíblico sobre a armadura de Deus (Ef 6:13-20), sem conhecermos sobre fé, salvação, verdade, justiça, a espada do Espírito. Se eu lhe desse uma arma sem lhe dar treinamento, que chances você teria contra um inimigo treinado. Davi, por exemplo, teve problemas em usar a armadura e o capacete de Saul pois nunca os havia experimentado. Tomando então as armas com as quais tinha conhecimento derrotou golias e salvou Israel do medo dos filisteus (1 Sm 17). Precisamos conhecer a Palavra de Deus em um nível pessoal e de tal forma que ELA seja a primeira coisa que salta a nossa mente diante de qualquer situação.


Por isso devemos pregar a palavra de Deus a todos, para que todos possam saber quem são em Cristo, o que possuem em Cristo e o que podem em Cristo. Sem que aprendamos isso através da Palavra seremos como alguém sem autonomia e que nada se difere de um escravo:


"1Digo, pois, que, durante o tempo em que o herdeiro é menor, em nada difere do escravo, posto que ele é senhor de tudo. 2Mas está sob tutores e curadores até o tempo predeterminado pelo pai. 3Assim também nós, quando éramos menores, estávamos servilmente sujeitos aos rudimentos do mundo; 4vindo porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, 5para resgatar os que estavam sob a lei a fim de que recebêssemos a adoção de filhos. 6E porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu filho, que clama: Aba, Pai. 7De sorte que não és escravo, porém filho; e sendo filho, também herdeiro por Deus" (Gl 4:1-7)


Conhecer a Palavra
nos trás à verdadeira realidade
de filhos de Deus.