Certa vez, uma mulher foi pega em adultério. Logo as pessoas pegaram em pedras para a apedrejarem. Mas a oportunidade era muito boa, ele podiam apedrejar dois. Levaram a mulher até o segundo alvo e armaram a armadilha:
1 Jesus, entretanto, foi para o monte das Oliveiras.
2 De madrugada, voltou novamente para o templo, e todo o povo ia ter com ele; e, assentado, os ensinava.
3 Os escribas e fariseus trouxeram à sua presença uma mulher surpreendida em adultério e, fazendo-a ficar de pé no meio de todos, 4 disseram a Jesus: Mestre, esta mulher foi apanhada em flagrante adultério. 5 E na lei nos mandou Moisés que tais mulheres sejam apedrejadas; tu, pois, que dizes? 6 Isto diziam eles tentando-o, para terem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia na terra com o dedo. 7 Como insistissem na pergunta, Jesus se levantou e lhes disse: Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra. 8 E, tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão.
9 Mas, ouvindo eles esta resposta e acusados pela própria consciência, foram-se retirando um por um, a começar pelos mais velhos até aos últimos, ficando só Jesus e a mulher no meio onde estava.
10 Erguendo-se Jesus e não vendo a ninguém mais além da mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou?
11 Respondeu ela: Ninguém, Senhor! Então, lhe disse Jesus: Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais. (Jo 8.1-11).
Hoje, a internet nos dá essa mesma oportunidade o tempo todo. A todo instante alguém é apresentado para ser apedrejado. E muitas vezes nos encontramos em meio a turma, com pedras na mão, e ensurdecidos, incapazes de ouvir a voz do Mestre, disparamos as nossas pedras. Em alguns momentos, estamos mais inclinados a ouvir aquela voz, que não se esforça para sobrepujar o som do populacho, mas que mansamente, e ciente das armadilhas humanas nos exorta: "aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra", estaríamos mais perto de andar com Ele e te-lo como Mestre. Vivemos em um mundo polêmico e com pressa em condenar. O maior problema é que cristão não se comportam de forma tão diferente. Somos apressados em encontrar pessoas para serem apedrejados, e não economizamos nossas pedras. Nossa atitude deveria ser mais como a de Cristo e menos como o da turba.
Perceba que Jesus passara a noite em oração no monte das oliveiras. A mulher foi "capturada" durante a noite e trazida logo pela manha para o Templo. A atitude de Cristo, foi de inclinar-se e esperar (rabiscando no chão) que todos falassem. Esperou que insistissem para que ele desse uma resposta. E a resposta, branda, para desviar o furor da turba, foi reconhecer que ela havia pecado, e que o lei de Moisés dizia aquilo mesmo, então, aquele que estivesse limpo de pecado fosse o primeiro a atirar pedra. Jesus não inocentou a mulher. Não acusou os apedrejadores. Entregou estes à sua consciência e à mulher, por uma fração de tempo, deixou-a sentindo o preço do pecado, até aliviá-la: Onde estão seus acusadores? E, naquele momento, a liberou do peso do pecado dela. E ainda assim a exortou: vá e não peques mais. sem pedradas.
Essa deve ser nossa atitude. Ser mais acolhedores, sábios, brandos e dispostos a abordar questões moralmente complexas com a atitude de Cristo e não com a atitude dos apedrejadores. Estejamos mais abertos a acolher mais e repreender amorosamente do que arrastar alguém para a entrada do Templo em busca de um linchamento virtual.
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