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domingo, 11 de setembro de 2011

Os filhos e seu Pai

 

Luc 15:11-32 ARC1995 ¶ E disse: Um certo homem tinha dois filhos. (12) E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte da fazenda que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda. (13) E, poucos dias depois, o filho mais novo, ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua e ali desperdiçou a sua fazenda, vivendo dissolutamente. (14) E, havendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidades. (15) E foi e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos. (16) E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava nada. (17) E, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! (18) Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti. (19) Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus trabalhadores. (20) E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão, e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço, e o beijou. (21) E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti e já não sou digno de ser chamado teu filho. (22) Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, e vestí-lha, e ponde-lhe um anel na mão e sandálias nos pés, (23) e trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos e alegremo-nos, (24) porque este meu filho estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado. E começaram a alegrar-se. (25) E o seu filho mais velho estava no campo; e, quando veio e chegou perto de casa, ouviu a música e as danças. (26) E, chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo. (27) E ele lhe disse: Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo. (28) Mas ele se indignou e não queria entrar. E, saindo o pai, instava com ele. (29) Mas, respondendo ele, disse ao pai: Eis que te sirvo tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com os meus amigos. (30) Vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou a tua fazenda com as meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado. (31) E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas. (32) Mas era justo alegrarmo-nos e regozijarmo-nos, porque este teu irmão estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado.

 

Outra das passagens mais conhecidas da bíblia, a parábola do filho pródigo guarda uma infinidade de ensinos. Um dos quais é o amor de um pai por seus filhos, que cada um a seu modo, não investiram em conhecer o Pai e em relacionar-se com ele. Vamos viajar um pouco nesta parábola e refletir sobre nossos julgamentos sobre as pessoas.

É comum que cristãos, bem intencionados, condenem apressadamente o filho mais novo e absolvam o mais velho. É muito mais fácil dizer que aquele que ficou em casa é muito melhor do que o que gastou a herança na vida. Mas já paramos para imaginar que nenhum dos dois deu valor a herança que receberam. Ora, se o pai repartiu os bens, cada um recebeu a sua parte. Se cada um recebeu a sua parte, porque o mais velho nunca fez seu “churrasco” com os amigos? E depois acusou o pai de nunca ter “lhe dado um cabrito” para se alegrar com seus amigos (e porque ele não pegou um dos cabritos da sua herança?). Um não valorizou a herança que recebera por banalizá-la, o outro por idolatrá-la.

O mais novo, apressou-se em matar o pai... calma... é que pra receber uma herança o pai tinha que ter morrido. Mas o mais velho nunca viu o pai vivo. Para ambos o pai era uma figura que estava lá, mas que eles nem sabiam pra que servia. Um serviu ao pai como se fosse necessário seu sofrimento para se tornar digno do amor que o pai já tinha por ele e que ele não se sentia livre para usufruir. O outro consciente desse amor não se importava em valorizá-lo. Para ambos o pai era “irrelacionável”, como a fotografia de um ente querido que já faleceu.

Quando a vida se reajusta e os filhos se re-encontram com o pai, esses conflitos se tornam mais claros. O filho mais novo, após dilapidar sua herança, lembra do amor do pai e volta; o mais velho, que não entende nada sobre o amor que o pai sente por seus dois filhos, se confronta com a realidade que sempre foi amado e que nunca desfrutou desse amor.

Se formos sinceros, não com os outros mas conosco, nos veremos como um dos dois filhos. Ou descobrimos o amor que o Pai tem por nós e negligenciamos o relacionamento, ou desconhecemos o seu amor e não nos relacionamos com ele como ele espera que façamos. O que temos feito com a herança que já recebemos de nosso pai celestial? Estamos desperdiçando? Ou estamos deixando que fique com ele para não nos sentirmos como se estivéssemos roubando dele?

 

Conhecer mais de Deus nos coloca na posição certa que devemos ocupar para melhor investir a herança que Deus colocou a nossa disposição.

 

sob tuas asas

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Pai das Luzes

 

Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação.

(Tiago 1:17)

 

Depois de postar para os maridos manterem a presença de Deus em seu lar, agora no dia dos pais gostaria de chamar atenção de todos os filhos de Deus para o Pai das luzes, nosso pai celestial.

Sempre nos lembramos de Deus quando estamos em apuros, aflitos, tristes ou sem esperança. Mas levando em conta as palavras de Tiago, que nos lembra que “toda boa dádiva e todo dom perfeito vem do alto”. Precisamos nos manter atentos para sempre louvar a Deus por nossas conquistas, e por todas as coisas boas que acontecem pela vida a fora.

Perdemos tanto tempo nos queixando, nos lamentando pelo que não somos ou não temos que esquecemos que uma bela manhã de sol, ou uma água de coco bem geladinha num dia quente e seco são presentes de Deus. A cultura moderna faz com que aceitemos como presentes de Deus apenas GRANDES coisas materiais ou sentimentos felizes e intensos. Hoje, ser cristão, ou seja, um filho de Deus, é assumir uma posição de contra-cultura. Rever nossos conceitos e realinhá-los com base na Bíblia deve ser a nossa resposta ao mundo.

O Pai das Luzes sempre tem boas dádivas pra nos dar. Precisamos aprender a observar tudo de bom que há ao nosso redor; desde a sensação de pisar em folhas secas, ou mesmo contemplar o sol se pondo até… bom até coisas que você possa lembrar de bom que tenha acontecido com você. Criar o hábito de louvar a Deus e de reconhecer a todo instantes suas bençãos é “adorar em espírito e em verdade”.

 

Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem.

(João 4:23)

sábado, 6 de agosto de 2011

Um toque para os maridos

 

Salmo 128

1 Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos. 2 Comerás do trabalho das tuas mãos;feliz serás, e te irá bem. 3 A tua mulher será como a videira frutífera aos lados da tua casa; os teus filhos como plantas de oliveira à roda da tua mesa. 4 Assim é abençoado o homem que teme ao Senhor. 5 O Senhor te abençoe de Sião todos os dias de tua vida, para que vejas a prosperidade de Jerusalém, 6 e vivas para ver os filhos de teus filhos. Paz seja sobre Israel.

 

Eu ainda nem pensava em casamento quando um líder de jovens pregou sobre este texto em uma reunião. Até hoje, fico impressionado com a profundidade deste salmo. “Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos.” O texto já começa identificando, não apenas a quem se destina, mas também como Deus lida com seus homens. Quer ser um “Maridão”, tema ao Senhor e ande em seus caminhos.

Temer ao Senhor é a chave para muitas coisas na vida cristã. Se assumirmos essa atitude perante Deus encontraremos sabedoria (Pv 9:10), teremos vida longa (Pv 10:27), entre outras promessas que podemos explorar noutra ocasião. Agora falaremos das promessas que temer ao Senhor traz para o homem casado, pois este é tema central desse texto. A primeira dessas promessas é que comeremos do trabalho de nossas mãos. Isto quer dizer que se tememos ao Senhor, não precisamos nos preocupar com nosso sustento. Temer ao Senhor nos garante o direito de ganharmos dinheiro suficiente para não vivermos pedindo dinheiro emprestado e nem passarmos fome (não apenas fome mas não termos nenhuma necessidade que não seja suprida por Deus).

Escolher nosso “trabalho” já é uma forma de nos submetermos a vontade de Deus. Quanto mais nos dedicarmos a buscar de Deus, o que ele espera de nós, mas alinhados estaremos com sua vontade e mais perfeito será o cumprimento dessa promessa. Como o temor do Senhor odeia o mal (Pv 8:13), qualquer trabalho que o obrigue a mentir, trapacear, enganar... provavelmente não veio de Deus e pode ser um dos motivos do não cumprimento dessa promessa em sua vida. Se esse é o seu caso, ore a Deus para que abra uma nova porta de emprego para você.

Mas ainda temos mais, pois além do sustento “tudo irá bem” e “será feliz” para o homem que teme ao Senhor. A família desse homem será prospera e abençoada; a mulher como videira frutífera, os filhos crescerão como os brotos da oliveira e estarão sempre presentes em sua casa. A unidade da família e a alegria no lar, responsabilidade do cabeça da família, virá naturalmente se o homem ocupar o seu lugar em Deus e, sempre, se lembrar de manter Deus como pedra fundamental de sua família.

 

Maridos, mantenham a presença de Deus em seu lar!

domingo, 31 de julho de 2011

Bem aventurado!

Sl 1:1   Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
Sl 1:2  Antes, tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite.
Sl 1:3  Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não caem, e tudo quanto fizer prosperará.
Sl 1:4   Não são assim os ímpios; mas são como a moinha que o vento espalha.
Sl 1:5  Pelo que os ímpios não subsistirão no juízo, nem os pecadores na congregação dos justos.
Sl 1:6  Porque o SENHOR conhece o caminho dos justos; mas o caminho dos ímpios perecerá.


Um dos mais conhecidos trechos dos evangelhos talvez seja o sermão da montanha. Nesse trecho Jesus apresenta uma série de bem-aventuranças.  Bem-aventurado significa “feliz, afortunado, ditoso”, mas não apenas no aspecto emocional da expressão, mas como um bem estar divinamente concedido para quem desenvolve as características apresentadas por Jesus: humildade de espírito, mansidão, fome e sede de justiça, permitir-se chorar, exercer misericórdia, ser limpo de coração, ser disposto a pacificar (Mt 5:3-11).

Esse tipo de alegria (presente nas bem-aventuranças) não é uma concessão mística aos afortunados que viveram na época de Cristo e puderam ouví-lo ensinar a respeito delas. Muito antes do sermão do monte, o salmista que compôs o salmo 1, expressa como obter esta felicidade.

Quem não anda no conselho dos ímpios não fica associado as más obras desse tipo de conselheiro e dessa forma evita encrencas. Essa pessoa evita se deter no caminho dos pecadores. Mesmo que ela erre, não se apega a vida de coisas associadas ao pecado (que ja vimos que são ações que não provém da fé – Rm 14:23). Ora, quem não se apega as condições de vida que não se alinham com a sua fé, não sofre com dramas morais e assim alcaçam paz.

Quem encontra o seu prazer em conviver com as palavras de Deus, tem comunhão constante com o Verbo que se fez carne. Quem assim procede está em Cristo (aleluia, é uma nova criatura) e passa a ter a paz que Cristo nos dá (que é diferente da paz do mundo, é uma paz emocional e espiritual, verdadeira – Jo 14:27). Quem segue o que Cristo nos ensina, entendendo o amor de Deus por ele, recebe o cumprimento da promessa de comer o melhor dessa terra (Is 1:19). Ora comendo o melhor da terra e com a paz que transcende todo entendimento, facilmente nos setiremos como “árvores plantadas junto a correntes de águas, que no devido tempo, dá seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz será bem sucedido”.

O salmista já havia declarado aos judeus como ser bem sucedido em tudo, Jesus, ao ensinar sobre as bem-aventuranças, estava clareando o que significava meditar na lei com prazer. O simples fato de ler a bíblia e ficar repetindo os seus versículos não é a chave do sucesso bíblico. Manifestar os frutos do espírito (Gl 5:22-23) é a chave do sucesso humano. Uma pessoa que manifesta amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio, é uma pessoa que se enche de amigos. É alguém que vive sem ter raiva de ninguém, sem se irritar por muito tempo, que prefere evitar as brigas e vive em paz. É alguém que deixa que a Palavra viva de Deus trabalhe em seu interior. E o seu lugar, seja qual for, é um lugar com descanso e cuidado providenciados por Deus.



Encontre prazer na palavra de Deus.








quinta-feira, 28 de julho de 2011

O Poder de se tornar um Filho de Deus.

“Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder se tornarem filhos de Deus; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus.” (Jo 1:12,13)

Você é filho de Deus? Gostaria de se tornar um?
Fazer parte da família de Deus é uma das coisas mais simples que existem, basta-nos receber Jesus Cristo como nosso Senhor e suficiente salvador, por meio da fé (Ef 2:4-9). “Todos quantos o receberam”; a marca dos que recebem a Cristo é crer em seu nome. Isso significa que todos os que acreditam que Cristo veio em carne a esse mundo, que ele realmente existiu e que morreu crucificado, sem culpa nenhuma, sem pecado, e com seu sacrifício voluntário nos comprou de volta para Deus (At 20:28; 1 Co 6:20; 1 Co 7:23; Ap 5:9,10), a esses foi dado o poder de se tornarem filhos de Deus.
Se você ainda não faz parte dos filhos de Deus, declare em voz audível (não apenas leia o trecho a segui, leia de modo que saia som de seus lábios):


Eu aceito Jesus Cristo como meu Senhor e como único e suficiente salvador. Eu confesso o senhorio de Cristo sobre a minha vida, pois creio que ele veio em carne a este mundo, creio que ele é o filho de Deus que morreu para que eu tivesse a vida eterna e para que meus pecados fossem perdoados. E creio que a partir de agora meu nome está escrito no livro da vida e que Cristo habita em mim, por meio do Espírito Santo.


Agora, tenha certeza de que você faz parte da família de Deus e que tudo o que Deus preparou para os seus filhos também é para você. Não apenas a salvação do seu espírito, mas todas as promessas de Deus para sua vida.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Tribulações não vem de Deus

Muitos cristãos sofrem por não conhecerem o que a palavra nos ensina sobre Deus. Uma das coisas que os cristão aceitam de forma passiva é o passar por tribulações, como se a tribulação fosse dada por Deus. É importante lermos a Bíblia e aprendermos que Deus é um Deus de paz, logo não pode ser ele o autor de algo que nos roube a paz. Se Deus fizesse isso, estaria lutando contra si mesmo.
Muitos versículos, tanto no velho quanto no novo testamentos, nos revelam que Deus é um Deus de paz. Vejamos alguns desses versículos:
Lv 26:6 Estabelecerei paz na terra; deitar-vos-eis, e não haverá quem espante; farei cessar os animais nocivos da terra, e pela vossa terra não passará espada.
Jó 25:2 A Deus pertence o domínio e o poder; ele faz reinar a paz nas alturas celestes.
Is 9:6 Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.
Mt 5:9 Bem aventurados os Pacificadores, porque serão chamados Filhos de Deus.
Lc 10:5 Ao entrardes numa casa, dizei, antes de tudo: Paz seja nesta casa.
Jo 14:27 Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.
Esses versículos deixam claro que Deus é um Deus de Paz. Eles expressam com clareza que confusão não faz parte da natureza de Deus. Vejamos agora alguns versículos que mostram que as tribulações não vem de Deus:
Sl 9:9 O Senhor é também alto refúgio para o oprimido, refúgio nas horas de tribulação.
Sl 32:7 Tu és o meu esconderijo; tu me preservas da tribulação e me cercas de alegres cantos de livramento.
Sl 46:1 Deus é nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações.
2 Co 1:4 É ele (Deus Pai vs 3) que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus.
Ora, se Deus é um Deus de paz e é nosso socorro bem presente nas tribulações, como podemos supor que Deus nos faz passar por tribulações? Quando a Bíblia fala que somos destruidos porque nos falta conhecimento (Os 4:6) ela nos está alertanto de que se não conhecemos quem é nosso Deus nem o que ela nos revela sobre nossa nova identidade em Cristo ficamos a mercê do mundo e por isso temos aflições. Se permanecermos em Cristo e em comunhão constante com sua Palavra, saberemos as coisas que precisamos saber para termos paz.

Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.  (Jo 16:33)

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Porque pregar?

1No princípio era o Verbo,
e o Verbo estava com Deus,
e o Verbo era Deus

2 Ele estava no princípio com Deus. 
3 Todas as coisas foram feitas por intermédio dele 
e sem ele nada do que foi feito se fez. 
4 A vida estava nele e a vida era a luz dos homens. 
5 A luz resplandece nas trevas, 
e as trevas não prevaleceram contra ela. 

(Evangelho segundo João, capítulo 1, versos de 1 a 5)

Nesse trecho, podemos observar que Jesus, o Verbo, estava com Deus e era Deus. Por meio do Verbo, da Palavra, de Jesus é que tudo foi feito. A própria vida de Deus estava nele e ele era a luz dos homens que prevaleceu sobre as trevas. A Palavra é Jesus. Pregar a Palavra é divulgar a própria vida de Deus que prevalece sobre as trevas e é capaz de fazer tudo o que Deus quer. A Palavra, O Verbo e Jesus, são as mesmas pessoas (Jo 1:14; 1 Jo 1:1-2; 1 Jo 5:7; Ap 19:13), por isso quando espalhamos a mensagem do evangelho de Cristo, estamos disseminando Jesus entre os homens e expandindo o reino de Deus na Terra.


Além disso ao pregarmos a Palavra de Deus, trazemos proteção ao povo de Deus, uma vez que a falta de conhecimento da palavra de Deus nos torna indefesos e nos leva a destruição (Os 4:6a; Ef 6:13). Proteger nossos irmãos é um ato de amor - e isso manifesta o caráter de Deus em nossas vidas (1 Jo 4:16). A grande comissão - ir e pregar o evangelho a toda criatura - é uma extensão do mandamento de amar ao próximo como a si mesmo (Mc 13:33). É o conhecimento da palavra que possibilita a eficácia das armas de Deus.


Não adianta nada repetirmos várias vezes por dia o trecho bíblico sobre a armadura de Deus (Ef 6:13-20), sem conhecermos sobre fé, salvação, verdade, justiça, a espada do Espírito. Se eu lhe desse uma arma sem lhe dar treinamento, que chances você teria contra um inimigo treinado. Davi, por exemplo, teve problemas em usar a armadura e o capacete de Saul pois nunca os havia experimentado. Tomando então as armas com as quais tinha conhecimento derrotou golias e salvou Israel do medo dos filisteus (1 Sm 17). Precisamos conhecer a Palavra de Deus em um nível pessoal e de tal forma que ELA seja a primeira coisa que salta a nossa mente diante de qualquer situação.


Por isso devemos pregar a palavra de Deus a todos, para que todos possam saber quem são em Cristo, o que possuem em Cristo e o que podem em Cristo. Sem que aprendamos isso através da Palavra seremos como alguém sem autonomia e que nada se difere de um escravo:


"1Digo, pois, que, durante o tempo em que o herdeiro é menor, em nada difere do escravo, posto que ele é senhor de tudo. 2Mas está sob tutores e curadores até o tempo predeterminado pelo pai. 3Assim também nós, quando éramos menores, estávamos servilmente sujeitos aos rudimentos do mundo; 4vindo porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, 5para resgatar os que estavam sob a lei a fim de que recebêssemos a adoção de filhos. 6E porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu filho, que clama: Aba, Pai. 7De sorte que não és escravo, porém filho; e sendo filho, também herdeiro por Deus" (Gl 4:1-7)


Conhecer a Palavra
nos trás à verdadeira realidade
de filhos de Deus.